quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Haverá coisa pior do que descobrir que não conhecemos alguém de verdade ? Que afinal aquilo que víamos na pessoa não passavam de expectativas que jamais se tornarão verdade ?
É frustrante pensar que fomos enganados durante anos, pensar no que abdicamos por alguém que no fim não merecia todos os nossos grandes sacrifícios... E que havemos nós de fazer, além de deixar ir e guardar as memórias? Será que vale a pena continuar a lutar quando o outro não se esforça para reconstruir o laço que nos unia?
Por isso decidi deixar ir, com o vento, com a maré, com a água da chuva, sei lá eu, mas foi, aos pouquinhos começa a desvanecer e mesmo a dor da perda começa a amenizar e só nos resta continuar...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

E Eu ?

Amor próprio, mas afinal como te encontro?
Como me podem pedir para olhar o espelho e ficar orgulhosa de mim quando tudo o que consigo ver são imperfeições atrás de erros conjugados com falhas ou excessos ...
É realmente complicado gostar de nós próprios, principalmente se sentimos que os outros vêem o que nós conseguimos ver, quando deixa de ser possível disfarçar aquelas borbulhas, os quilinhos a mais, o cabelo mal esticado, os pés que são tortos... Sei lá, acho que somos sempre capazes de encontrar algo para nos fazer sentir cada vez pior.
Por muito que tentemos encontrar as coisas positivas em nós, existe algo que nos chama sempre para o lado negativo, para o fundo do posso.
Quem vos disse que era fácil ser feliz enganou-vos, porque é realmente exigente, pode até ser profundamente doloroso ...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Amigos (?)

Quando menos esperamos uma nova surpresa bate-nos à porta. Uma visita inesperada, uma prenda simbólica, um abraço apertado, ou quem sabe um simples abanão para a realidade.
Os demais tentam sempre avisar-nos que amigos nós temos poucos, mas faz parte de nós tentar acreditar que as pessoas têm de ser melhores do que aquilo que fazem delas, que não pode ser verdade, afinal elas até parecem gostar de nós, pelo menos até um dia, digo eu...
A derradeira prova de amizade acaba sempre por chegar, quer seja por distância, acomodação, desinteresse, falta de tempo, mas chega e pode ser responsável arrasar com o que quer que seja que se tenha construído.
Aí tentamos convencer-nos que somos capazes de remediar a situação, volta a juntar todas as pequenas peças, mas acabamos por compreender que talvez já não seja possível, que já não há qualquer remédio para o sucedido.
Mas a verdade é que mesmo quando aceitamos e nos conforma-mos, continua a viver a pequena força de vontade dentro de nós, persiste o desejo pelo passado que já não volta mais e é contra isso que lutamos todos os dias ao acordar.